Na mercearia...
-Olá, bom dia.
-Bom dia, menina...
-Quero dois pães, por favor.
-Olhe que são frescos, o padeiro veio agora mesmo...
-Ah, eu sei, venho cá quase todos os dias.
-Mas é que todos os dias me perguntam se o pão é fresco e ele ainda está na caixa e tudo...
-Pois...
-E eu lá me ia levantar ás sete da manhã para vir abrir a porta ao padeiro, se o pão não fosse fresco...
-Pois...
-Ora, que uma destas...
-Queria dois pães, então, dos mais frescos... Por favor...
Eu só não me rebolei no chão com vontade de me rir porque ia parecer muito mal, mas assim que paguei e saí para a rua, deu-me um daqueles ataques de riso de fazer doer a barriga... Ah, e a melhor parte, sozinha, na rua, ás sete e meia da manhã com um saco de pão numa mão e um litro de leite na outra...
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
As sete
Sete pessoas, sete mulheres sentadas à volta de uma mesa redonda, o que se passa com elas? Quem são elas? O que fazem ali?
Bem, na realidade, não parece ser nada de especial, mas notam-se as diferenças.
Temos a menina nos seus vinte anos, tímida e desconfortável por estar com mulheres mais velhas, só fala quando lhe é perguntado algo. Parece nervosa mas está com muita atenção ao que é dito, parece uma boneca de porcelana(só os olhos mexem)...
Há a menina loira, tão loira que parece quase transparente. É baixinha, muito baixa, aliás, nota-se pelos doze centímetros que usa nos sapatos. Está constantemente a chamar a atenção e a tentar agradar, a tenta ser agradável mas parece não estar a conseguir, as outras reviram os olhos quando ela fala (será que ela não dá conta?).
Consigo ver uma outra loira, mais alta, mais forte, mais maquilhada e, medianamente, bem vestida(digo isto porque depois reparei que o que parece bem ao longe, ao perto não é tão bem assim). Está a competir pela atenção e, parece-me, estar a perder. Tenta não mostrar o nervosismo mas, quando fala os lábios tremem.
Noutra cadeira está a menina do casaco de pêlo, está calada, quase não fala mas parece sorrir como se não estivesse a gostar do que estava a ouvir, parece quase um sorriso de nojo, é o que me parece...
Mesmo em frente está a senhora, digo isto porque reparei no anel, parece ser a única casada do grupo(pelo menos com anel no dedo). Ouve e tenta seguir a conversa, parece estar a ser-lhe difícil.
Ao lado está outra baixinha, de cabelos muito compridos, muito escorridos, de sorriso fechado e a tentar não chamar a atenção, não conseguiu no momento que lhe coube para falar, fala com o corpo(as mãos e as expressões estavam fantásticas) e isso chamou a atenção das demais.
Mais baixinha, forte, de cabelos encaracolados e vestida de uma forma clássica e elegante estava a pedia a atenção, que fazia as perguntas e dinamizava o grupo.
Bem, pareceu-me um grupo de amigas que saiu para tomar café numa esplanada e, ao pagar o meu, aproximei-me e apercebi-me que, afinal, era uma entrevista de trabalho...
Bem, na realidade, não parece ser nada de especial, mas notam-se as diferenças.
Temos a menina nos seus vinte anos, tímida e desconfortável por estar com mulheres mais velhas, só fala quando lhe é perguntado algo. Parece nervosa mas está com muita atenção ao que é dito, parece uma boneca de porcelana(só os olhos mexem)...
Há a menina loira, tão loira que parece quase transparente. É baixinha, muito baixa, aliás, nota-se pelos doze centímetros que usa nos sapatos. Está constantemente a chamar a atenção e a tentar agradar, a tenta ser agradável mas parece não estar a conseguir, as outras reviram os olhos quando ela fala (será que ela não dá conta?).
Consigo ver uma outra loira, mais alta, mais forte, mais maquilhada e, medianamente, bem vestida(digo isto porque depois reparei que o que parece bem ao longe, ao perto não é tão bem assim). Está a competir pela atenção e, parece-me, estar a perder. Tenta não mostrar o nervosismo mas, quando fala os lábios tremem.
Noutra cadeira está a menina do casaco de pêlo, está calada, quase não fala mas parece sorrir como se não estivesse a gostar do que estava a ouvir, parece quase um sorriso de nojo, é o que me parece...
Mesmo em frente está a senhora, digo isto porque reparei no anel, parece ser a única casada do grupo(pelo menos com anel no dedo). Ouve e tenta seguir a conversa, parece estar a ser-lhe difícil.
Ao lado está outra baixinha, de cabelos muito compridos, muito escorridos, de sorriso fechado e a tentar não chamar a atenção, não conseguiu no momento que lhe coube para falar, fala com o corpo(as mãos e as expressões estavam fantásticas) e isso chamou a atenção das demais.
Mais baixinha, forte, de cabelos encaracolados e vestida de uma forma clássica e elegante estava a pedia a atenção, que fazia as perguntas e dinamizava o grupo.
Bem, pareceu-me um grupo de amigas que saiu para tomar café numa esplanada e, ao pagar o meu, aproximei-me e apercebi-me que, afinal, era uma entrevista de trabalho...
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
O porquê...
E é só porque, repente, deu-me uma vontade de voltar a escrever.
E, se antes escrevia para mim, para ninguém ler, para que as palavras ficassem esquecidas e perdidas numa gaveta, numa agenda ou num pedaço de papel, resolvi dar-lhes um pouco de liberdade... Para quem as queira como suas...
A ideia é contar as estórias que sei, de pessoas que conheço, de pessoas que não conheço, de lugares e momentos.
Enfim, é um local onde a minha imaginação se cruza com a realidade e se constroem pedaços de fantasias...
O que digo pode ser ou não ser real mas, é escrito por mim, sentada á secretária a transcrever o que escrevi numa folha de papel enquanto estava na esplanada a ouvir pedaços de conversa da mesa ao lado... Por pequenas frases e palavras se tem uma grande, ou pelo menos, fantástica estória...
E, se antes escrevia para mim, para ninguém ler, para que as palavras ficassem esquecidas e perdidas numa gaveta, numa agenda ou num pedaço de papel, resolvi dar-lhes um pouco de liberdade... Para quem as queira como suas...
A ideia é contar as estórias que sei, de pessoas que conheço, de pessoas que não conheço, de lugares e momentos.
Enfim, é um local onde a minha imaginação se cruza com a realidade e se constroem pedaços de fantasias...
O que digo pode ser ou não ser real mas, é escrito por mim, sentada á secretária a transcrever o que escrevi numa folha de papel enquanto estava na esplanada a ouvir pedaços de conversa da mesa ao lado... Por pequenas frases e palavras se tem uma grande, ou pelo menos, fantástica estória...
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